Palpitações sobre a tal crise

O problema é da crise, ultimamente esta frase tem sido um lugar comum entre os portugueses.

Nós Enfermeiras habituadas a tentar ver o lado menos mau do péssimo, palpitamos outra ideia.

A crise pode até ter-nos feito bem à saúde… Não acredita?

Houve a dita geração rasca que a crise passou a geração à rasca e a mesma crise nos está a tornar na geração desenrascada… vamos faze-lo acreditar!

Palavras como marmita, boleia, horta foram resgatadas de um passado pouco ou nada presente na então realidade e todas elas nos suscitam uma tradução fácil – Mais SAÚDE!

Quando o cinto aperta temos de cortar nas gorduras e fomos muito rápidos a adaptar-nos emagrecemos os extras, encolhemos o supérfluo, circundamos o essencial e na maioria dos casos ganhamos em qualidade de vida. Não acredita?

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A tal marmita, vulgo termo do tempo dos avós é mil vezes mais saudável quase sempre que comer fora, passa a alimentação mais saudável confecionada em casa, algumas das vezes até leva carinho de Mãe, de Esposa ou de Marido a acompanhar o manjar. A marmita promove ainda maior interação entre colegas de trabalho partindo do pressuposto que a maioria passou a comer dentro do local de trabalho, criando-se salas de convívio para o efeito em muitas empresas e instituições, e entre uma garfada e outra lá se criam laços, nascem ideias e alimentam-se mentes mais sociáveis.

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A moda da partilha da boleia, a adaptação do meio de transporte, ou a procura de outras estratégias de deslocação, levou os portugueses a mexerem-se mais. O facto de dividir o carro, melhora certamente o humor, ajuda a reduzir as filas de transito diminuindo o risco de acidentes, e consequentemente esperamos que reduza substancialmente o mau feitio ao volante. Passamos também a recorrer a formas de locomoção quase esquecidas, tais como andar de bicicleta ou mesmo a cavalo nas pernas, pensando duas vezes se compensa tirar o carro da garagem para ir ao pão separado de nós por uma rua com duas esquinas.

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As hortas, essas brotaram nas varadas, terraços, quintais e até dentro das cozinhas, florindo na nossa alimentação. Ele é ervas aromáticas à janela, morangos no varandim e ovos diretamente da cloaca a galinha para o pequeno almoço. Estamos mais próximos da terra e por conseguinte mais dentro das nossas origens.

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Não sobra dinheiro para o ginásio? Carregue a mamita de morangos para partilhar ao almoço, combine com o colega na rua de baixo e vá andando, compre as duas esquinas que o separam do pão e pague com uma mão cheia de “Boas Tardes” aos vizinhos, no final do dia até pode poupar no procurar “amigos” afinal entre uma esquina e outra há uma rua deles para (re)encontrar.

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Já acredita?

O que a tal crise nos obriga a poupar, sugerimos que continue a palpitar em criatividade na melhoria do seu bem-estar.

Nós acreditamos que pelos pés ou pela cabeça a sua Saúde já está a lucrar.

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Obrigada, Da cabeça aos pés

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